Revire o lixo



A olimpíada é nossa!

Depois da festa de abertura do Pan, Nuzman e sua turma já podem começar a pleitear alguns bilhõezinhos para 2016, que se transformarão em muitos bilhões porque essa coisa de fazer estádios e conjunto habitacional para atleta de passagem é sempre uma caixinha de surpresa.
Acreditem: esse Pan já está fadado ao sucesso. Ninguém ouvirá da boca de ninguém uma crítica.
Sugestão imediata: Brito Junior, da Record, poderia ser o mascote do Pan. Muito curioso. Brito não é novinho. Não achei que pudesse se transformar nesse símbolo de exaltação pan-verde-amarela. Despejou pérolas da mais insólita qualidade durante toda abertura. Com relação ao atraso, mandou: “Tem importância? O público brasileiro está sempre pronto para festa, em qualquer hora.” Pois é. Poderia ter ficado quieto, assim como todos os apresentadores poderiam ter ficado mais quietos. “Agora o garoto está tocando o tambor e agora, vejam, o garoto sorriu e continuou a tocar o tambor.”
Mais uma espetacular da Rede Mascote Record: fora do estádio, o repórter pergunta para um rapaz na fila: “O que você está achando da segurança do Rio de Janeiro?” E o camarada sorri: “Demais!”
Taí! A solução para todos os problemas do Rio é o Pan. O ambicioso Nuzman e sua turma deveriam pensar nisso. Um eterno Pan no Rio.
O atraso foi normal. Todo mundo foi pego de surpresa pelo trânsito e aquela parte da promessa, a de investir na melhoria do transporte e quetais, ainda não deu para cumprir, mas com 200 bilhões a mais, até 2014 tudo estará resolvido.
Aliás, que coisa mais feia e estranha e injusta vaiarem o presidente Lula. Não fosse ele os jogos não teriam acontecido. Eu, no lugar dele, não teria liberado nem mais um centavo para os organizadores e os colocaria sob custódia até explicarem tudo direitinho.
O sambinha moderno oficial não me entusiasmou. Não sei se ver Arnaldo Antunes de gel e bermuda me influenciou.
Achei péssima a idéia de dar ao hino uma interpretação. O hino, em estádio, é para ser cantado pelos milhares. E via-se, quando a câmera atirava aqui e alí, que tinha muita gente tentando cantar, acompanhar, mas o tédio profundo da versão emocionada não permitia. Ao menos deveriam ter deixado a segunda parte normal, pra galera cantar.
Na contramão do tédio emocionado, tivemos a euforia sem limites de Vanderlei Cordeiro. Quase torci para que o padre irlandês surgisse.
Mas foi uma bonita festa. Mas vamos combinar que saber realizar um Pan não é o mesmo que saber realizar uma festa de abertura. Aguardemos. E para quem tem saudades da Tv Jovem Pan, que transmitia grandes jogos entre colégios do interior, o handebol feminino do Pan tem muito a ver.

Márcio Alemão é publicitário, roteirista, colunista de gastronomia da revista Carta Capital, síndico de seu prédio, pai, filho e esposo exemplar.

Crítica copiada descaradamente do Terra Magazine.

Aliás faço das palavras do Marcio Alemão as minhas, e digo mais: Os jornalistas da Globo parecem robôs programados a exaltar as maravilhas do Pan, não que eu ache os jogos panamericanos uma coisa ruim ou perda de tempo, muito pelo contrário, quem me dera poder ir ao Rio assistir aos jogos, mas o que aconteceu com a guerra no Complexo do Alemão ? Você acha que o Comando Vermelho está de recesso ? Claro que não.

Sexta-Feira eu estava assistindo ao Globo Repórter, e reparei um sorrizo fora do normal da âncora Cristiane Pelajo parecia que ela tinha tomado êxtase na festa de abertura do pan, uma felicidade sem limites, mas durante o jornal ao aparecer para mais uma chamada ao vivo, ela entrou no ar uns 3 segundos antes do tempo, absolutamente séria, arrumando os cabelos, daí ao perceber que estava no ar, como pásse de mágica, a seriedade deu lugar a um sorrizo de orelha a orelha, pois é parabéns aos programadores de cérebros da Globo, mas não se preocupe, quando o Pan acabar o Rio e a Globo volta a programação normal.

1 Comentário

  1. =) julio.vd

    kkk agora o rio vai funcionar alguns dias

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